A Cinemateca da Prateleira # 2 -Liar: Rede de Mentiras

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LIAR – REDE DE MENTIRAS

Ano: 2017 – Tempo Atual

Reino Unido

Onde Assistir: Globosat Play

 

Homem conhece mulher, mulher conhece homem. Ela, uma professora do ensino médio que acabou de terminar um relacionamento. Ele, um médico viúvo que pensa em começar um relacionamento. Eles combinam um encontro num bar, tomam umas taças de vinho, conversam, riem, e se curtem, aquela coisa delicinha de primeiro encontro. Combinam uma caminhada ao luar, e ele resolve levá-la até a porta de casa. Por uma gentileza, ela acaba convidando-o para entrar. Entre uma conversa tomam mais uma taça de vinho, conversam mais um pouco e…

Corta a cena.

No outro dia, o homem aparece empolgado, conversando com um amigo. Ele diz o quanto gostou do encontro com a mulher, que adorou a noite, e que pretende conhece-la mais e convidá-la para sair.

Já a mulher, está passando por uma experiência totalmente diferente, digamos assim. Ela acorda deitada na cama, ainda vestida com as roupas do dia anterior. A calcinha jogada no chão. E uma sensação de desconforto e assombro estampada nas suas feições e os seus gestos. Desesperada, corre para o banheiro, toma banho, parecendo querer mandar embora algo inominável. De carro, corre até a casa da irmã e afirma, categoricamente, que o homem que encontrou na noite anterior a violentou.

E agora? Em quem acreditar?

Esse é o enredo dessa ótima série, com seis capítulos. Com Laura (Joanne Froggatt), afirmado com todas as letras que Andrew (Ian Gruffudd) o cara com quem ela saiu no outro dia a estuprou. E Andrew afirmando tão categoricamente quanto ela que ele é inocente, que não a forçou a nada, que teve sim, sexo totalmente consensual. E todos os conflitos e problemas resultantes disso, que muda completamente a vida de ambos, de seus amigos e de sua família.

A série é de 2017 e ainda (infelizmente) mantém o tema atual e o nome, em inglês, acaba sendo bem instigante, pois Liar é uma palavra que não tem flexão de gênero. Quer dizer que serve tanto pro feminino quanto pro masculino em sua língua (mentirosa ou mentiroso, em inglês), o que nos deixa ainda mais na dúvida quanto a quem está sendo verdadeiro nessa treta.

E a forma como a série nos é apresentada de fato nos deixa em dúvida. Você fica realmente sem saber quem está mentindo e quem está falando a verdade na bendita da parada. Ficamos lá, arrancando os cabelos, louca das ideias e nos perguntando se nossos super-poderes ultra-mega-blaster de mentalista está prejudicado, rs. A cada minuto que passa a gente muda de opinião, se sentindo um pingue pongue ambulante, jogado pra lá e pra cá, pirada das ideias, e pensando “ah, agora acho que ELA tá mentindo” pra alguns minutos depois pensar “ah, agora acho que ELE está mentindo”. Então a piração na batatinha começa, e ficamos a todo instante questionando a sanidade dos personagens e a sua também, rs.

E além de todo o embrólio entre os personagens principais, ainda tem as tretas que passam os personagens secundários, permeando a trama e a enrolando ainda mais, se é que isso fosse possível. O rolo da irmã dela, meus sais… só assistindo mesmo pra saber, rs.

Mas não se aflijam, pois essa parada de saber-não-saber até que não dura muito. Mais ou menos no final do terceiro capítulo descobrimos, com certeza absoluta, quem é a pessoa que está mentindo. E aí você pensa “Ah, terceiro capítulo? Então acabou a graça no meio da série?” Na-na-ni-na-não!! A treta só aumenta! Pois agora que você sabe quem é quem, você quer que a pessoa seja pega com a boca na botija. E assim é mais aflição, mais nervoso e mais raiva, porque vamos descobrindo que essa pessoinha dos infernos é mais escorregadia que óleo com vaselina.

Claro que a série teve os seus momentos nada a ver, momentos mais parados, bem como momentos em que tive vontade de parar de ver. Exemplo? Quando acontece uma coisa com um personagem, que no meu entender, achei horrível e desnecessário. E esse fato acabou meio que se perdendo na trama, não teve muita continuidade, o que reforçou minha tese de que era realmente desnecessário. Entendi o que queriam fazer com isso, mas minha tese se mantém, não curti, rs.

Mas, apesar disso, eu, particularmente, achei a série muito boa. Dá pra maratonar num domingo, sem nem sentir a hora passar. Você fica intrigado, você se empolga, você se diverte, além do assunto da série ser um ótimo tópico de discussão com os amigos, rs.

E sim, pra quem está perguntando, a história se resolve nessa temporada, mas não se encerra. Mas como pode isso? Bem, no finalzinho, bem na cena final mesmo, a gente vê um gancho gigantesco deixado para a possível segunda temporada que, segundo informações que colhi na internet, já foi garantida. Então, só nos resta aguardar e ver quais serão as cenas dos próximos capítulos.

Pra quem gosta de resolver mistérios e ver a coisa pegar fogo, recomendo! Rs.

Beijos e até

Gisele

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