Do Fundo do Gavetão # 6: Beijo Fatal – Julia James

Olá Pessoal!
Postagem com muito, mas muuuito atraso né? rs. Mas antes tarde do que nunca, então lá vamos nós!
Resultado de imagem para beijo fatal julia jamesBEIJO FATAL – Julia James
Purchased for Revenge
Jessica nº 50 – Editora Harlequin Books
2007
Vingança…
O poderoso magnata Alexei Constantin tem apenas uma coisa em mente: destruir o império Hawkwood!
Desejo…
Mas Alexei não percebe que acaba de compartilhar um beijo apaixonado com Eve Hawkwood, a linda filha de seu amargo rival!
Chantagem!
Alexei quer Eve. E vai propor uma noite juntos em troca de algo que ela deseja… Alexei vai pressioná-la para ver até que ponto ela pode chegar…
E se Eve provar que é inocente, Alexei irá reivindicá-la!

Ok, a primeira coisa que já vou dizendo sobre esse livro aí é que tem uma coisa muitíssimo desagradável, que me incomodou demais: o bichinho tem poucas páginas gente, porque vou te contar, achei esse livro aí um LIVRÃO!! rsrs.

Sempre tem aquele livro que a gente acha que poderia ser enxugado e ter menos páginas não é? (e palemordedeus, tem TRILOGIA que acho que poderia ser muito bem enxugada em um livrinho de banca, mas enfim…). Pois é, esse aqui achei que merecia ser uma edição de livraria… porém, já foi o suficiente pra me deixar impactada. Tanto é que cada vez que releio esse livro ele me gera uma emoção diferente e fico sem saber direito como explicar isso aqui numa simples resenha. Isso porque pensei ser mais um livrinho de grego-ogro-machão-que-trata-mocinha-parva-no-pé-e-ela-aceita-tudo-e-ainda-perdoa-ele-no-final. 
Ledo engano, graças aos céus, rs.
Beijo Fatal consegue, em poucas páginas, ter uma história bem profunda e tocante. Ele fala de temas bem difíceis, superficialmente sim, pelo número de páginas, mas não deixa de ser bem interessante. E os personagens, apesar dessas poucas páginas, são bem desenvolvidos, e você acaba torcendo pra que tudo acabe bem. Apesar de achar que levou pouco tempo pra tal “redenção” do mocinho, que deveria arrastar a bunda no caco de vidro por mais uns bons capítulos, mas hey… nada é perfeito não é mesmo? rs.
O livro conta a história de Alexei Constantin, que passou a vida perseguindo Giles Hawkwood em busca de vingança. E dessa vez, não é igual aquelas histórias patéticas de mocinho que quer se vingar todo mundo porque mamãe não deu colinho no verão de 83. A coisa é mais pesada. Giles é um homem da pior espécie, corrupto, canalha, e se esse mocinho não tivesse corrido atrás dessa vingança acho que era capaz de entrar dentro do livro e agredir esse homi lazarento.
Numa festa num barco ele conhece a filha de Giles, Eve, que não tem nada a ver com as coisas sujas do pai, e quer distância disso tudo. Sem saber, os dois se apaixonam, se beijam, fica aquele clima mágico e tudo o mais, porém sempre tem um fulaninho estraga-festa nessa vida, no caso o pai de Eve. Giles, com seu jeito escroto de ser, interessado no dinheiro que pode abocanhar do mocinho pra salvar seu patrimônio, acaba dando a entender a Alexei que ela é farinha do mesmo saco sujo e furado que ele, e aí o mocinho fica se sentindo feito de bobo e emputecido, trama uma oportunidade pra pegar a mocinha de jeito e consolidar sua vingança sobre ela também.
É então que ele cria um plano mirabolante para encurralar Eve. Afinal, as empresas dele estavam dando um jeito de se apropriar de todos os bens de Giles, dentre eles uma casa onde Eve e sua mãe mantinham uma clínica para cuidar de crianças com deficiência – dentre elas o próprio irmão caçula de Eve.  Ela não podia perder a casa, pois não teria como comprar outra igual o que poderia colocar em risco seu lar e de sua família, além do tratamento para todas aquelas crianças. 
Mas Alexei, não sei porque caracoles, achava que a casa era uma clínica para manter drogados e bêbados, dentre eles a própria Eve e sua mãe. E aqui quero abrir um parênteses para falar desses maravilhosos investigadores desses livrinhos… caramba!! Os mocinhos são sempre milionários, bilionários, trilhardários, e não conseguem achar uma porcaria de empresa de investigação que faça um trabalho decente, pra variar, porque acredito que em meio dia ele poderia descobrir a verdade sobre Eve e sua mãe.
Mas enfim, né… coisas de livrinhos, rs. Parênteses fechado, seguindo com a história.
Aí que vem a parte da proposta indecente do livro: em um jantar em um hotel, Alexei resolve fazer um “teste” com ela: pergunta o que ela seria capaz de fazer para conseguir a casa, se é que vocês entendem. E a mocinha também entende. Apesar dele recuar em um primeiro momento, ela resolve fazer o que ele propôs, se é que vocês me entendem, e a coisa acaba daquele jeito, se é que vocês me entendem.
Bem, vocês entenderam né?
Mas, porém, contudo, todavia…  a forma que ele escolheu para isso não foi lá das melhores. O negócio foi bem mais sombrio do que os outros livrinhos que a gente costuma ler… pra falar a verdade, foi péssimo. Como eu disse acima, as razões para o emputecimento do mocinho são bem explicadas. O negócio tem um fundamento legítimo e tudo o mais. Mas o que ele fez com a Eve, honestamente… foi bem pesado. E daí vai a minha vontade de que esse livro tivesse mais páginas, porque sinceramente achei que a história deveria se desenvolver mais, com ele penando mais, sofrendo mais (aff, como estou vingativa hoje, rs). Isso porque apesar do texto parecer mostrar a passagem de várias dias, até de uma estação, a impressão que me deu foi que levou muito pouco tempo até o final do livro e foi justamente isso que me deixou incomodada. Eu mesma nem sei se perdoaria esse cara. Foi nesse nível aí a coisa, aff maria.
Por um outro lado, pelo menos, o mocinho não leva o livro inteiro pra descobrir a verdade verdadeira sobre a mocinha. Em uma simples visita a clínica ele descobre tudo, fica com cara de paspalho, tenta se explicar para a Eve, mas é óbvio que ela não quer mais vê-lo nem pintado de ouro cravejando de brilhantes. E com muita razão. E o que me abrandou mais um pouco foi ver o sofrimento do mocinho. Foi genuíno, profundo, ainda mais depois que a gente descobre a razão pela qual ele persegue Giles como um cão de caça. Mas ainda assim, você fica com aquele gosto amargo na boca. É como disse a mocinha em uma passagem do livro, o que reflete muito bem o meu sentimento com o que ele fez: “Como ousa achar que tinha algum direito de me submeter a um teste apenas para satisfazer sua curiosidade sobre mim?”.
Aí depois disso a história segue, e se pensam que falei tudo tem ainda muita coisa pra ler, acreditem, rs.
Apesar da sensação ruim que causa os atos do mocinho, ainda acho Beijo Fatal um livrão por ter uma história profunda, carregada de emoção, e que nos deixa com sentimentos contraditórios. Uma em que nos perguntamos se duas pessoas, que se conhecem da forma dividosa e iniciam um relacionamento de forma bem errada, podem, por amor, superar, esquecer, perdoar, ficarem juntas e construir um futuro feliz. Essa, no meu entender, é verdadeiramente uma história de superação. E olha que tem muito ódio, muita amargura pra superar aqui. 
Resumindo, recomendo demais. Pra quem está cansado da mesmice dos livrinhos e de mocinhos que se revoltam por coisinhas bestas, taí uma razão que vai te deixar atordoada, sem saber o que pensar. E pra quem quer mocinha forte e decidida, que faz o que tem de fazer nem que se estrepe toda, esse é o livro pra você. Mas não é uma história muito florzinha, levinha e outras “inhas”, então se é isso que está procurando, melhor deixar pra depois. Mas recomendo também que tente, leia com se fosse um drama, a leitura pode dar certo. E garanto que você não vai esquecer desse livrinho tão cedo, rs. 
Beijos e até,
Gisele
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2 comentários em “Do Fundo do Gavetão # 6: Beijo Fatal – Julia James

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