A Cinemateca da Prateleira – # 1 – Cinderella (2015)

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CINDERELLA
Lançamento: 25/03/2015
EUA – Disney

A história acompanha a jovem Ella, cujo pai comerciante se casa novamente depois de ficar viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiá-lo, ela recebe bem a madrasta e suas filhas, Anastasia e Drisella na nova casa. No entanto, quando seu pai morre subitamente, ela se vê à mercê de uma família cruel e invejosa. Trabalhando como empregada e agora chamada de Cinderela, ela começa a perder a esperança, mas uma fada madrinha provoca uma mudança em seu destino.


Sim, eu vou falar de Cinderella aqui. Não, não estou iludida. E antes de mais nada, deixa eu colocar em um contexto aqui pra vocês entenderem o porquê de estar falando sobre esse filme primeiro.


Estava numa fase totalmente desacreditada dos romances. Estava vendo muito filme e série de suspense, livros policiais, enfim, romance ultimamente estava me dando raiva. Por isso deixei isso de lado e resolvi partir pra ignorância, com a crueza dos temas policiais, rs.

E isso foi até três dias atrás, quando comecei a ler um livro de romance tão lindinho, mas tão lindinho, que acabei indo parar nas nuvens fofinhas e cor-de-rosa do céu de algodão do mundo literário, e aí, na hora, me veio a lembrança o dia que assisti esse filme no cinema, rs.

Sabe aquelas histórias que te fazem suspirar?  Que remetem à infância, a um bom lugar, um tempo de sua vida onde tudo era lindo e bonitinho com bolinhas azuis e coraçõezinhos combinando?


É exatamente essa sensação que se tem quando você vai assistir Cinderella. Mas, é claro, quando você vai sem preconceito, sem vergonha e com coração aberto, rs.

Ai, que filme lindo! É uma bela refilmagem da história, nada de diferentes visões sobre o assunto, simplesmente a história de Cinderella, desde a perda dos pais, a vida com a madrasta e o choque da realidade ao se deparar com a dureza da vida. E tudo isso, é claro, com abóboras, ratinhos, fadas madrinhas, sapatinhos de cristal (com certeza, Swarovski, chiquérrimos, rs) e tudo o mais que a fantasia merece.

Em muitas partes voltei a ser criança, quando acreditava em príncipes encantados, fadas madrinhas e coisas mágicas. Onde a gente acreditava no grande conselho da mãe da Ella: “tenha coragem e seja gentil, que a vida irá lhe sorrir…

Só que a gente cresce, né… e com o passar dos anos, a vida vai perdendo a magia e o encantamento… sofremos algumas decepções, tombamos pelo caminho, tomamos um pouco na cara e acabamos ficando mais duros, inflexíveis e descrentes que a vida possa ser boa, justa ou feliz…passamos a pensar que a vida é dura, que não é justa; que príncipe encantado não existe e nem vai vir de nenhum jeito; e a triste realidade está aí estampada nos telejornais. Só que por outro lado: viram quantas coisas negativas, exatamente como as coisas que mencionei acima, costumamos pensar e dizer a nós mesmos todo o santo dia?

Por isso, confesso… graças a esse filme, por, pelo menos, quase duas horas deu pra sonhar um pouquinho de novo… e aprender um tanto também, por que não? Especialmente a parar um pouco de olhar pelas lentes da dureza e encarar a vida com uma leve dose de encantamento.

E sim, é uma história que todos nós conhecemos. Já sabemos o que vai acontecer e até como vai acontecer. Não tem surpresas, não tem plot twists de explodir a cabeça, perseguições de carro ou batalhas elaboradas, além de saber que no fim vem o tão esperado “felizes para sempre”. Mas é uma história atemporal, que mexe muito com o nosso imaginário, que nos faz mergulhar naquele mundinho lindo e onde tudo dá certo no final. Mais uma vez, por que não? Rsrs.

Recomendo a quem está nesta fase dura e cinzenta da vida, se puder, assista. Quem tiver uma vergonhinha básica de chegar com o DVD ou ver na TV mesmo, cata alguma criança pra disfarçar, joga ela junto no sofá, e se alguém perguntar, você vai poder dizer “ah, minha sobrinha/filha/afilhada tava me enchendo o saco pra assistir esse bendito filme, então tive que ver né?” rs. Deixem as preocupações, as amarguras e tristezas pra trás, usem as mágicas lentes cor-de-rosa e sonhem à vontade.

E vou te dizer: em tempos de CEO’s dominadores, chicotinhos, homens “cavalo” e mulheres parvas que aceitam tudo, é realmente revigorante ver uma história sobre bondade, amor e encantamento… pelo menos, é minha opinião.

A vida ainda é um milagre, e sim, coisas boas ainda acontecem… celebremos isso e vamos curtir essa linda história levando pra gente essa bela lição: seja gentil e principalmente, tenha coragem…

Beijos e até,

Gisele
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