Do Fundo do Gavetão # 5 – Suave Amor de Ontem – Ginna Gray

Olá Pessoal!
Postagem com um dia de atraso, mas vamos lá, rs. 
Mais uma publicação do Post Do Fundo Do Gavetão, com um livrinho muito especial:

SUAVE AMOR DE ONTEM – Ginna Gray
Bianca nº 311 – Editora Nova Cultural

O tempo pode apagar muita coisa, menos a chama do primeiro amor!
Jake voltou, como um fantasma do passado, para atormentar Beth!
Beth não podia acreditar no que via. Sentado à sua frente, depois de dez anos de separação, estava Jake, o homem que a ensinara a amar.
Ele não se parecia em nada com o estudante pobre e amargurado que ela conhecera. Transformara-se num empresário rico, bem sucedido, respeitado. Que se casara com outra. E se divorciara. E agora entrava de novo na vida solitária de Beth, disposto a reconquistá-la, a fazê-la esquecer a promessa de jamais perdoá-lo pela traição que sofrera.

Ah, como eu adoro, adoro, adooooro um romance com mocinho que quebra a cara de verde e amarelo e com mocinha que dá volta por cima! Ainda mais quando a quebrada de cara e a volta por cima é logo no começo do livro, e aí o mocinho tem que correr atrás do prejuízo e ralar o livro inteirinho pra reconquistá-la, rs.

Bem, é exatamente este o principal tema desse livro. Fala sobre como um mal entendido juntamente com a total e completa falta de comunicação pode arruinar um relacionamento que parecia ser tão forte, com um sentimento tão bonito… aí a gente vê como os relacionamentos, mesmo onde há muito amor, podem ser bem frágeis…

Ok, agora indo a história: os mocinhos são Beth e Jake, que se conhecem ainda na época da faculdade e se apaixonam perdidamente. Se amavam muito, tinham planos de se casar depois da faculdade, formar uma família e talz, daqueles planos de comercial de margarina cheios de coraçõezinhos e balõezinhos coloridos. Só que as coisas não continuaram tão bem assim, devido a insegurança do mocinho, o que o fazia ser bem ciumento e intransigente. O fato é que Jake achava que Beth era boa demais pra ele, e ficava sempre naquele suspense que um dia ele seria trocado por outro cara mais rico, mais educado, etc, etc, etc… aquela típica insegurança de mocinho ogro (ah, e não se preocupem, isso nem é um spoiler, pois está bem no começo do livro, rs).

Aí, devido ao um enorme, gigantesco, colossal mal entendido, por uma armação maquiavélica armada pela piri vagaba “amiga” da mocinha – a tal Arlene – Beth e Jake acabam se separando. A tal “amiga” inventa uma história pra ele de que Beth estava, do nada, simplesmente o traindo com um colega de faculdade, que era mais bem de vida que ele. Pronto, foi o que bastou pro romance todo desandar: uma sementinha do mal plantada numa cabeça suficientemente fértil pra o plantio. Então, como era bem de se esperar, Jake caiu feito um patinho na conversa da tal “amiga”, sem nem ao menos um questionamento, tirando a mocinha da sua vida pela raiz e pior, e a fazendo descobrir da pior maneira possível, pisando nos sentimentos dela ao longo do caminho.

E vamos fazer uma menção aqui a essas “amigas” das mocinhas de romance hein? Afff. pelamor… com umas “amigas” dessa quem precisa de inimigos ou de cobras nessa vida!! rsrs.

Bom o resultado dessa lambança toda é que Beth descobriu que ele estava de caso com a tal (e está mesmo, não fingia que estava…), pois Jake faz questão de sair esfregando a nova “namorada” na cara dela e de quem quisesse ver na faculdade. O pai dela é internado, ela descobre que Jake vai casar com a talzinha, o pai acaba falecendo, ela sai da faculdade e da cidade, fim dessa parada.

Corta pra dez anos depois. Beth agora é uma rica viúva que acaba reencontrando Jake pois a empresa que ele toma conta está negociando uma fusão com a empresa do falecido marido de Beth.

E sim, você leram certo, viúva. E esta é a segunda coisa que adorei nesse livrinho, pois Beth não ficou simplesmente lá, morrendo de amores por Jake, deixando a vida passar, sofrendo, chorando e com a piriquita mofando. Não senhor! É claro que demorou um tempo pra ela se recuperar do pé na bunda monumental e seguir meeesmo em frente, mas seguiu. Ela tocou a vida, conheceu um homem maravilhoso, se envolveu com ele, casou, amou muito o marido, ia pra cama com ele e gostava, e tudo o mais. Não seguiu o padrão mocinha idiota de livros de romance que fica com “medo de amar” e deixa passar várias oportunidades de ser feliz porque “não há ‘homi’ melhor, mais inteligente e mais bem dotado que aquele que perdi”. Não, o cara foi um babaca, ela deu a volta por cima, casou, amou o marido e foi muito feliz com ele SIM. Não tenho o menor problema em aceitar outros relacionamentos de uma mocinha que leva um pé na bunda, afinal, o homem sempre pode ter mil amantes, porque a mocinha não pode ter ao menos UM namorado ou marido legal, não é?

Só que o reencontro não acabou muito bem, e os dois acabaram discutindo, e é no meio dessa discussão que finalmente, depois de DEZ ANOS, o “brilhante” mocinho parou pra pensar, caiu em si e visualizou a burrada monumental que cometeu dez anos atrás. Que timing hein? rs.

Ele até que tentou se desculpar, e tudo mais, mas a mocinha deu-lhe um chega-pra-lá bem dado e depois de 48 de bebedeira e uns conselhos bem dados de um amigo o mocinho resolve iniciar uma campanha pra reconquista da mocinha, com direito a todas as armas que ele possui em seu arsenal de CEO poderoso, rs.

Só que no meio disso vão aparecendo vários obstáculos a superar – afinal a mocinha ainda está muitíssimo ferida, e com razão – e outras complicações a se resolver – como a filha que o mocinho teve com a tal da “amiga” vagaba da mocinha, que ele adora e quer que a mocinha aceite… ou seja, é uma longa jornada pra mocinha vencer as suas mágoas e receios e o mocinho dominar o seu ciúme e crises de insegurança que ainda sente com relação a mocinha.

Enfim, é um livrinho sobre terríveis enganos e segundas chances. Adorei como foi levada a história, com a mocinha não dando o braço a torcer assim tal fácil, fazendo o mocinho cortar um dobrado para conseguir o amor e, principalmente, a confiança dela de volta. Gostei muito mais ainda dela não ser mais uma dessas mocinhas passivas e submissas que com um cheiro no cangote já se derrete toda pro mocinho. Beth era uma mulher forte, decidida e segura dos seus sentimentos, não abaixava a cabeça ou deixava barato os ataques de machismo e atitudes ogras do mocinho.

Resumindo: adorei o livro e recomendo muito. Pra variar um pouco o mar de mocinhos ogros que só fazem merda e se dão bem, e de mocinhas parvas e passivas que levam tudo na cabeça sem nem reclamar, rs.

Beijos e até,

Gisele

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